As propostas dos Presidenciáveis do 2º turno e a Construção Civil


Não há dúvidas de que o assunto do momento no país, e que vem sendo acompanhado de perto pela mídia internacional, são as eleições presidenciais, especialmente após a definição dos candidatos que disputarão o Segundo Turno.

No setor da Construção Civil, que movimenta o país e possui estreita relação com a economia, o resultado do pleito vem sendo aguardado com certa apreensão, vez que a eleição de um novo representante será crucial para a definição dos rumos a serem seguidos nos próximos anos.

Não há nada definido e nem mesmo é possível antever como será o cenário econômico do país nos próximos anos, independente do candidato eleito, tendo em vista os inúmeros fatores que influenciam o mercado.

Entretanto, da análise das propostas dos candidatos, é possível fazer estimativas de como o mercado irá reagir, pelo menos nos próximos meses, até que se iniciem os novos mandatos e a busca pela efetivação das promessas feitas em período de campanha.

Assim, diante da extrema importância e influência da economia para o setor da Construção Civil, traremos algumas das propostas de cada candidato para esse tema.

O candidato Fernando Haddad, do PT, manifestou em seu plano de governo protocolado junto à Justiça Eleitoral, a intenção de implementar medidas emergenciais para sair da crise, como redução dos juros, criação de linhas de crédito com juros e prazo acessíveis com foco nas famílias, criação de um Plano Emergencial de Empregos com foco na juventude e retomada de obras paralisadas e do Programa Minha Casa Minha Vida.

Ainda, defende a isenção do Imposto de Renda de Pessoa Física quem ganha até 5 salários mínimos e criação de faixas de contribuição maiores para os mais ricos, criar o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), substituindo a atual estrutura de impostos indiretos (ICMS, IOF, IPI, ISS…), e tributar grandes movimentações financeiras, distribuição de lucros e dividendo e grandes patrimônios.

Pretende também estimular a reindustrialização. Para isso, bancos públicos devem assumir papel importante no financiamento da indústria, além de desonerar tributos sobre investimentos verdes, reduzindo o custo tributário em 46,5%.

Já com relação as propostas do candidato Jair Bolsonaro, do PSL, este manifestou em seu plano de governo protocolado junto à Justiça Eleitoral, sua posição favorável à prática do livre comércio, ao estabelecimento de alíquota única, de 20%, no Imposto de Renda, isentando de imposto quem ganha até 5 salários mínimos.

Pretende criar o Ministério da Economia, que abarcará funções hoje desempenhadas pelos Ministérios da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio, bem como a Secretaria Executiva do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos).

Também se posicionou contra taxação de grandes fortunas e heranças e contra novas tributações a empresários, além de defender a realização de privatizações, propondo também a criação do Balcão Único, que centralizará todos os procedimentos para abertura e fechamento de empresas.

Com relação especificamente ao setor da Construção Civil nenhum dos candidatos se manifestou, sendo que não compareceram à evento promovido em agosto pela Coalizão pela Construção, que trataria exclusivamente do tema.

Não há como saber se os candidatos de fato cumprirão com suas promessas, nem mesmo o impacto efetivo que seus governos implicarão na economia, o fato é que devemos todos nos informar acerca de suas propostas, analisando-as e buscando exercer o direito de voto sempre visando aquilo que será melhor não apenas para um setor ou outro, mas para o país como um todo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *