O Programa Setorial da Qualidade 1


Por Leandro Fregoneze

Para a execução de obras de qualidade os insumos utilizados devem garantir os resultados exigidos por normas. Desta maneira o Sistema de Qualificação de Empresas de Materiais, Componentes e Sistemas Construtivos (SiMaC), através dos Programas Setoriais da Qualidade (PSQ) busca, através de ensaios, apresentar a conformidade dos materiais utilizados.

 Para atendimento ao requisito 7.4.1.1 (Qualificação de Fornecedores) do SiAC 2012 (PBQP-h), as empresas construtoras estão desobrigadas a qualificar fornecedores que apresentem a qualificação de seu produto-alvo no PSQ. Além disso são proibidas de adquirir de fornecedores que apresentem materiais ou componentes não conformes neste programa.

Segundo informações do Ministério das Cidades o percentual médio de não-conformidade dos materiais e componentes da construção civil estava próximo a 50%, após a implementação dos Programas Setoriais da Qualidade este percentual reduziu para 20%.

Cada Programa apresenta um regimento específico, onde os principais insumos da construção civil buscam satisfazer o atendimento as normas técnicas através de ensaios.

Segue a lista dos Programas Setoriais da Qualidade.

Programas Setoriais da Qualidade – PSQs Índice de conformidade
Aparelhos Economizadores de Água 89,00%
Argamassa Colante 96,60%
Barras e Fios de Aço 100,00%
Blocos Cerâmicos (PSQ suspenso por determinação da CN-SiMaC) não apurado pelo gerente do programa
Blocos de Concreto e Peças de Concreto para Pavimentação (PSQ suspenso por determinação da CN-SiMaC) não apurado pelo gerente do programa
Cal Hidratada para Construção Civil 87,60%
Cimento Portland (PSQ suspenso por determinação da CN-SiMaC) não apurado pelo gerente do programa
Componentes para Sistemas Construtivos em Chapas de Gesso para Drywall 89,00%
Eletrodutos Plásticos para Sistemas Elétricos de Baixa Tensão em Edificações 82,00%
Esquadrias de Aço 56,00%
Esquadrias de Alumínio 50,00%
Fechaduras 90,30%
Janelas e Portas de PVC – PSQ Suspenso por determinação da Comissão Nacional do Sistema de Qualificação de Materiais, Componentes e Sistemas Construtivos – CNMaC não apurado pelo gerente do programa
Lajes Pré-fabricadas (PSQ suspenso por determinação da CN-SiMaC) não apurado pelo gerente do programa
Louças Sanitárias para Sistemas Prediais 95,00%
Metais Sanitários 81,00%
Painéis de Partículas de Madeira (MDP) e Painéis de Fibras de Madeira (MDF) 100,00%
Perfis de PVC para Forros 65,40%
Pisos Laminados Melamínicos 78,90%
Placas Cerâmicas para Revestimento (PSQ suspenso por determinação da CN-SiMaC) não apurado pelo gerente do programa
Reservatórios de PRFV (Poliéster Reforçado com Fibra de Vidro) – PSQ suspenso a pedido da Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos – ALMACO não apurado pelo gerente do programa
Reservatórios Poliolefínicos para Água Potável de Volume até 2.000 L (inclusive) 90,00%
Telhas Cerâmicas (PSQ suspenso por determinação da CN-SiMaC) não apurado pelo gerente do programa
Tintas Imobiliárias 87,40%
Tubos de PVC para Infra-Estrutura 96,00%
Tubos e Conexões de PVC para Sistemas Hidráulicos Prediais 97,30%
Tubulações de PRFV para Infra-Estrutura (PSQ suspenso a pedido da Associação Brasileira de Materiais Compósitos – ABMACO) não apurado pelo gerente do programa

Para empresas certificadas no Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade no Habitat (PBQP-h) torna-se obrigatória a consulta dos fornecedores cadastrados e avaliados nos Programas Setoriais da Qualidade.

 


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Um pensamento em “O Programa Setorial da Qualidade

  • VALMIR LUIZ PELACANI

    Bom dia;
    Acredito que as normas técnicas e bibliografias pertinentes aos materiais de construção e processo produtivo das edificações, ainda não encontram-se adequadamente alinhados às reclamações dos consumidores. Apesar das normas técnicas terem apresentado muitas evoluções recentes ( de Concreto Armado – NBR 6118 e Desempenho – NBR 15575 ), tratando inclusive sobre termos subjetivos ( desempenho estético ), a gestão do resultado ( patologias ) ainda não se encontra em sintonia integral com a base normativa. A exigência do “Manual do Proprietário” como meio para atingir esta gestão, ainda passa longe das expectativas dos consumidores, e estou falando de edificações de pequeno e médio porte, que sequer sabem da importância do mesmo. Aos profissionais deveria ser exigido, até por responsabilidade profissional, a elaboração do referido manual e entrega ao consumidor / proprietário, incluindo aí, os projetos necessários, como determina o CREA.